OCT
14
2010

Happy Newbies

Um dia desses eu estava procurando na nossa Techbase mais informações sobre os Junior Jobs e encontrei uma página com dicas muito interessantes para newbies começarem em projetos do KDE sem desanimar no meio do caminho!

Agora você também encontra a mesma página, em português, no br.kde.org:

"Não se abale com comentários negativos:

- Você vai encontrar uma grande variedade de culturas em nossa comunidade, o que significa que você vai passar por pessoas que parecem quietas, distantes ou mesmo ofensivas as vezes. Lembrem-se que em qualquer cultura, geeks tendem a não ser muito sociáveis.

- Continue tentando, mesmo se alguém disser que a sua contribuição não é importante, isso vai ajudar a você a aperfeiçoar os seus conhecimentos e você vai ganhar mais experiência com isso."

Leia todas as dicas aqui: http://br.kde.org/Happy_newbies

Se animou? Então, não deixe de entrar em contato com a gente, entre no IRC  - #kde-brasil e #kde-lovelace, na nossa lista de e-mails - https://mail.kde.org/mailman/listinfo/kde-br, ou deixe um comentário abaixo.

E seja muito bem vindo! :D

OCT
11
2010

Projetado para não escalar

(Este é o segundo post do convidado Asheesh Laroia do OpenHatch, um "mecanismo de participação no open source". OpenHatch é um website e também um  projeto em andamento para ajudar os novos colaboradores a encontrarem o seu lugar em projetos de software livre. Se você gosta deste tipo de coisa, você pode se inscrever no blog do OpenHatch ).

OpenHatch

Para a maioria dos projetos open source, apenas um novo contribuidor já significa um incrível aumento de energia. Como um membro do time, o que você pode fazer para encontrar essa pessoa?

Normalmente, nós configuramos computadores para conversar com potenciais colaboradores. Este  "escala" - um novo colaborador solicita uma página da wiki ou procura no localizador de oportunidades para voluntários do OpenHatch, e você não precisa fazer absolutamente nada. Se as coisas funcionam, os patches fluem.

Desta vez, eu quero falar sobre estratégias de divulgação em que o esforço humano é o gargalo.

Fedora Design Bounties

Com o objetivo de trazer um novo colaborador, Mairin Duffy, por vezes, escreve um "Projeto Fedora Bounty", um longa descrição de algo que ela poderia fazer sozinha.

Olhe para o primeiro e você terá uma noção do processo. Ela criou uma página web e discutiu um tema específico (ao invés de simplesmente linkar para um ticket). Ela destacou uma tarefa específica para um iniciante e forneceu uma demonstração de porque aquilo é importante para que o trabalho seja realizado. A seção “O que tem nele para você?”, explica como será muito legal se você fizer isso.  Finalmente,  o concurso: qualquer um pode tentar trabalhar nele por 48 horas, e se não tiverem êxito, a próxima pessoa da fila ganha uma chance.

Em seguida, ela cruzou os dedos, clicou em "publicar", e esperou ansiosamente.

Neste caso, houve um grande número de respostas. Dentro de poucas horas, um sujeito chamado Jef conseguiu "a recompensa", e alguns dias depois, Mairin o parabenizou pelo êxito.

De uma perspectiva, suas ações eram incompreensíveis. Se ela queria alguém para ajudá-la, por que não  penas registrar no Fedora Trac? Se ela queria publicá-lo, por que gastar horas escrevendo tudo isso e fazer um concurso, quando ela poderia ter colocado no blog um link para o ticket?

E todo esse tempo, Jef poderia ter aplicado suas habilidades de design para o trabalho da equipe, procurando por uma passagem adequada no tracker. Por que não?

Há alguns apectos intrigantes na estratégia dela:

  1. Seus pedidos de ajuda soam extraordinariamente humanos. Ela  detalha as ferramentas que devem ser usadas e os documentos para ler. Esse tipo de informação (e o tom usado) não é sequer apropriada para um ticket tracker.
  2. Criando um concurso com tempo limitado, criou-se uma sensação de urgência. O concurso  é uma oportunidade para o auto-aperfeiçoamento, e não um "finalizado" em vermelho marcado em um bug tracker.
  3. Ela trabalhou para colocar a sua solicitação na frente de muitas pessoas. O concurso apareceu no Planet Fedora, Planet GNOME, e no seu microblog.

E deu certo. Ela conseguiu contribuições duradouras. Jef e Emily, os dois bem-sucedidos "ninjas", passaram a contribuir para a equipe do Projeto Fedora equipe de outras maneiras. (Jef ainda conseguiu um estágio na Red Hat!)

Um ambiente de apoio com pessoas amigas e recursos "emprestados”.

Na faculdade, eu liderei a Johns Hopkins Association for Computing Machinery, nosso clube de computador, por alguns anos. Quando eu era presidente no fim de 2005, os computadores dos alunos nos dormitórios não podiam rodar servidores, o firewall deveria bloquear as conexões de entrada para eles. Um calouro entusiástico-ainda-tímido apareceu e parecia que ele queria mexer com o funcionamento de uma máquina Linux. O escritório da ACM é um ótimo lugar para isso, e tínhamos hardware de sobra nas prateleiras. Mas nós estávamos ficando sem endereços IP e, a maioria das máquinas existentes estavam muito críticas para eu entregar o o acesso root para um calouro.

Nós tivemos sorte quando encontramos um computador descartado no corredor. Uma etiqueta declarou seu hostname, sea.cs.jhu.edu. Nós o trouxemos de volta para o escritório da ACM. Desde que nenhuma outra máquina estivesse usando aquele endereço IP, decidimos continuar a usar o endereço até que alguém se queixasse. Então, o plugamos, instalamos um novo sistema operacional nele, e ele teve que se mexer.

Agora, cinco anos depois, ele é um desenvolvedor de DragonFly BSD e contribui com patches para Ogg Theora, Plan 9, e uma série de outros projetos.

A presença de geeks do Linux no escritório da ACM forneceu um ambiente que incentivou a fazer perguntas e tentar projetos pessoais.

E se a ACM tivesse sido desativada? O firewall restritivo Hopkins teria bloqueado a sua capacidade de experimentar com SSH e aprender sobre sistemas Unix-like. E o endereço IP de reserva (ainda que duvidoso) significava que os administradores de sistemas da ACM nunca haviam tentado reutilizar a máquina para servir totalmente aos membros da ACM.

(Além disso, acho que o endereço IP está em desuso novamente...)

O que eu aprendi com esses exemplos

O Projeto Fedora Bounties e a incubadora de estudantes na sociedade de computação são atividades demoradas. Necessitam de uma grande quantidade de esforço, restritas dentro de um curto período de tempo, eles atingem um número pequeno de pessoas.

Mas para aquele pequeno número de pessoas, eles podem ter um impacto enorme.

Para um líder do projeto, como Mairin, um novo colaborador pode aumentar o nível de energia da comunidade. Tendo isso como sua meta, trabalhar duro para encontrar novos colaboradores faz todo sentido. Eu acredito que há outros projetos em situações semelhantes, assim Danny Piccirillo e OpenHatch estão incubando um projeto semelhante chamado Starling Bounties. Para provar à comunidade que isto pode funcionar, nós teremos o esforço de escrever.

Para mim, ver as pessoas tendo acesso a  isso tem sido gratificante. Nem todos os alunos têm acesso a uma rede de apoio de conhecimento sobre open source. Portanto, este fim de semana passado, visitei a Universidade da Pensilvânia para tentar criar uma aqui. Com a ajuda de outros professores, demos a 30 alunos a instrução prática sobre GNU/Linux, git, IRC, e outros conceitos chave para a participação no open source.

Estes mecanismos só crescerão rápido a medida que as pessoas investirem seus esforços neles. Quando você deseja uma mudança substancial para alguém, deve demonstrar principalmente dedicação.

Obrigada

Depois de ler todas estas palavras, você deve estar exausto.  Pegue um copo com água.

Para vocês queridos leitores que conseguiram ler até aqui: O que vocês acham do Fedora Design Bounties? Vocês estariam interessados em tentar um Starling Bounty com seu próprio projeto? E eu quero ouvir sobre as coisas divertidas que você faz para ajudar a crescer a comunidade de software livre, mesmo que "não escale!"

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Você pode ler o texto original, em inglês, no blog da Lydia: Designed not to scale. Caso encontre algum erro na tradução, por favor, fique a vontade de nos avisar ;-)

OCT
9
2010

Traduzindo o KDE

Há um ano atrás eu não tinha a menor ideia de como poderia contribuir de forma direta para o KDE. Eu não programava e achava que essa era uma das únicas formas de ajudar, senão a mais importante. Mas eu estava enganada. Não imaginava que existiam tantas outras formas possíveis de colaborar com a comunidade do software que eu tanto gostava. Até que durante o Software Freedom Day Teresina de 2009 tive contato com o Sandro Andrade, desenvolvedor do KDE e membro do Live Blue, o KDE Bahia. Neste evento, o Sandro palestrou, entre outras coisas, sobre como e porque colaborar com projetos de software livre, citando o caso do KDE. Esse contato com ele foi decisivo para que eu descobrisse as inúmeras possibilidades de colaborar com um projeto de software livre e para que eu me engajasse na comunidade do KDE Brasil. Depois disso me inscrevi na lista de discussão do KDE-Br e fui acompanhando o que acontecia.

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Pensei, o próximo passo é procurar uma área em que eu pudesse ajudar de fato na construção do KDE. E eram muitas. O Sandro havia nos explicado durante sua palestra que não só de programadores era feito o KDE, mas também de empacotadores, tradutores, artwokers, testadores, promoção e etc. Dentre estas possibilidades acabei escolhendo colaborar com as traduções. Era a que eu tinha mais habilidade e também funcionaria como uma forma de aperfeiçoar o meu inglês. Feita a escolha, restava agora me informar sobre como poderia proceder para ajudar nas traduções. Fui até a página do KDE Brasil na seção Projeto de Tradução. Lá pude encontrar todas as informações necessárias sobre o team de tradução pt-br e seu funcionamento. Me inscrevi na lista do team e me apresentei como voluntária. Depois, seguindo o tutorial que há no site, configurei o meu ambiente de tradução e comecei a fazer as minhas primeiras contribuições para o KDE. A sensação foi maravilhosa. Saber que está contribuindo para que as pessoas tenham um software cada vez melhor é muito bom.

Aconselho a todos que se interessam em colaborar com o KDE ou com qualquer outro projeto de software livre, procurar uma área com a qual você se identifique, uma área na qual você tenha habilidade e se envolver. Você não precisa ser um expert nessa área, afinal de contas o processo de colaboração é também um processo de aprendizagem.

E meninas, fica a dica pra vocês, no team de tradução só tem euzinha de mulher. Vamos ocupar os espaços e mostrar que nós também podemos colaborar. ;)

OCT
6
2010

Canal IRC do KDE Lovelace

A prática de usar o IRC (Internet Relay Chat) para a comunicação entre os membros das comunidades de software livre já é tradição. Os canais do IRC funcionam como um espaço onde as comunidades podem fazer reuniões, tirar dúvidas dos usuários, receber sugestões e por aí vai. Nós do KDE Lovelace também temos nosso canal, é #kde-lovelace na rede freenode. Gostaríamos de convidar a todas  interessadas para ocuparem mais este espaço.

A nossa ideia é que ele possa servir como um espaço mais confortável e mais acolhedor para as meninas do software livre. Um espaço onde elas poderão se sentir à vontade pra perguntar, sugerir, pra intervir, sem passar pelo constrangimento de ser discriminada por ser mulher. A gente sabe que isso acontece muito em canais IRC por aí. Eu mesma já fui vítima do machismo e do preconceito no IRC. Não raras vezes fui assediada ou mal tratada por alguns usuários desses canais. O machismo ainda é muito forte nestes espaços, não generalizando, mas ainda há neles muitos homens que nos tratam como "incapazes" de lidar com assuntos da área de TI. Enfim, num ambiente assim, qual a mulher se sente à vontade pra perguntar ou sugerir algo? Eu já fiquei constrangida muitas vezes e abandonei até alguns canais por isso.

Por esses e por outros motivos criamos o nosso canal. A ideia não é segregar, aumentar mais ainda o abismo que há entre nós e os homens na TI, a nossa ideia é funcionar como um reforço para os canais que já existem e/ou uma alternativa pra quem não se sente à vontade neles. Então meninas, entrem no nosso canal, participem! Nós estaremos por lá pra ajudar vocês no que pudermos.

#kde-lovelace na rede freenode!

Sintam-se à vontade pra intervir!

Ah, e meninos, vocês também são bem-vindos, desde que não se comportem de forma preconceituosa.

 

OCT
5
2010

III Fórum KDE Brasil – Edição Nordeste

5 de outubro de 2010. "O III Fórum KDE Brasil – Edição Nordeste é a mais recente realização do “Fórum KDE Brasil” presente no Fórum Internacional de Software Livre (FISL), desta vez como evento satélite do IV Encontro Nordestino de Software Livre. O objetivo é apresentar palestras sobre os tópicos sendo atualmente discutidos no KDE e proporcionar vivências práticas, sob a forma de mini-cursos, acerca das principais tecnologias utilizadas no dia-a-dia da contribuição com o projeto." O fórum ocorrerá nos dias 5 e 6 de novembro na cidade de Natal-RN. Para mais informações, acesse aqui

OCT
4
2010

Lançado o KDE SC 4.5.2

5 de outubro de 2010. Hoje, o KDE lançou uma nova versão do KDE Software Compilation (KDE SC). Esta edição mensal do KDE SC é uma atualização de erros e traduções para o KDE SC 4.5. O KDE SC 4.5.2 é uma atualização recomendada para todos que estejam rodando o KDE SC 4.5.1 ou anterior. Como esta versão contém somente correções de erros e traduções, ela será uma atualização segura e suave para todos.

SEP
30
2010

Plugin de Visualização para o Quanta (também, o meu primeiro código para o KDE)

Desde que eu comecei a usar o KDE, a minha maior vontade era de contribuir com código, mas para isso eu teria que estudar várias coisas diferentes (na verdade, era o que eu mais queria: um desafio), e eu admito que  por muitas vezes pensei que não seria capaz de fazer isso. Então, eu decidi começar a palestrar sobre “KDE para Iniciantes” (iniciantes como eu), pois era uma maneira de promover e contribuir o software livre de maneira mais rapida do que desenvolver.

Eu fiz uma palestra antes do Akademy, no Seminário de Software Livre do TcheLinux em Caxias do Sul, e depois, fiz mais duas palestras, uma no FISL 11 e outra no 4º Seminário de Software Livre do TcheLinux em Pelotas. Nesses eventos eu tive a oportunidade de conhecer ouros usuário do KDE, e quem sabe futuros contribuidores.

Você pode ver as fotos aqui.

Mas eu ainda não estava satisfeita, eu queria programar, e não apenas promover, então eu falei com o Millian no Akademy, comecei a estudar mais a documentação, C++ e Qt para desenvolver um plugin para o Quanta,  onde o desenvolvedor pode visualizar a página que está sendo editada em tempo real. Voê pode visualizar como ele funciona assistindo o vídeo abaixo:

[[{"type":"media","view_mode":"media_large","fid":"216","attributes":{"class":"media-image","typeof":"foaf:Image","height":"344","width":"425","style":""}}]] (qualqer sugestão  para o page preview plugin, ou bug report serão bem vindos – eu já encontrei alguns bugs e tenho algumas idéias de como corrigir e melhorar o plugin)

Agora eu olho para o código e me pergunto: “Era só isso? Essas poucas linhas de código? Porquê eu tava coom tanto medo de não conseguir  fazer isso?” E é  por isso que eu estou escrevendo aqui, para dizer: qualquer pessoa pode fazer isso. Todos aqueles erros no terminal não são o Matrix. E a sensação depois que você consegue é ótima :-)

E para mim esse sentimento é muito parecido com o que eu sinto após uma plaestra, que eu poderia descrever como “Eu fiz o que tinha que ser feito”, pois eu não gosto de palestrar (na verdade eu ainda fico envergonhada só de ter que perguntar algo no IRC), mas isso é importante. Se você sabe de algo bom, você tem que deixar as pessoas saberem disso também. E o Software Livre é muito mais que código (apesar de eu ainda preferir essa parte), por isso é muito importante envolver mais pessoas na comunidade.

Bem, eu quero  programar mais (e mais rápido!) e vou tentar fazer mais palestras. E eu ainda tenho que escolher algo para desenvolver para  o meu trabalho de conclusão da faculdade, e com certeza vai ser para um projeto do KDE!

SEP
26
2010

Nos bastidores do KDE: David Faure

Esta semana a entrevista da série Behind KDE é com um veterano bem conhecido. Nós todos sabemos que ele é o guru do kdelibs, mas você sabe o que ele faz para o kdesysadmin? Ou eu devo dizer “fez”? Conheça o cara que desenvolvia para o KDE enquanto alguns de vocês nem eram nascidos. Conheça aquele que movia manualmente os arquivos na era CVS e veja como Charm e Jazz desempenham um papel importante em sua vida. Conheça David Faure!

 

Você poderia se apresentar?

Eu sou francês, 34 anos, e Qt/KDE é tanto meu hobby quanto meu trabalho :-) Bem, eu também toco jazz no piano como um hobby secundário.

Pode nos dizer o que você faz para viver?

Eu tenho sorte suficiente para ser capaz de trabalhar no KDE para viver, 20 horas por semana. Eu trabalho para KDAB em projetos relacionados ao Qt, e eu sou patrocinado pela Nokia para trabalhar no KDE.

Pode nos dizer o que faz para o KDE?

Sou desenvolvedor KDE desde 1998, mantenedor do Konqueror e de grande parte das bibliotecas do KDE. Além do desenvolvimento (principalmente correções de bugs, ocasionalmente novos recursos), eu revejo muitos patches de outras pessoas, e as ajudo com questões específicas de desenvolvimento no IRC. Como colaborador de longa data do KDE, as pessoas muitas vezes me vem com perguntas sobre o porquê que as coisas no kdelibs foram feitas de uma determinada maneira, por isso, apesar da minha memória ser geralmente ruim, eu acabo fazendo um pouco o papel de "memória do projeto" :) Uma piada de veterano: a cerveja de Radej não estava fria quando ele escreveu o kmenubar …

Como você divide seu tempo entre todas as coisas diferentes que você faz?

Com dificuldade. Na KDAB usamos Charm (disponível no KDE playground) para controlar o tempo gasto em projetos diferentes, assim eu posso adicionar o “tempo do KDE" toda semana e alcançar a média de 20 horas, mas dentro desse tempo do KDE, eu muitas vezes tenho dificuldade de decidir sobre o que dar prioridade.Eu mantenho uma lista de bugs e problemas importantes para olhar, mas que muitas vezes é interrompida pelo IRC ou pedidos pelo e-mail privado.

Você é uma parte importante da equipe de sysadmin, você pode explicar mais detalhadamente o que faz?

Tornei-me um sysadmin há muito tempo (talvez por volta de 2000) porque Coolo queria sair de férias, então eu o sugeri assumir as suas responsabilidades durante esse tempo. Naquela época isso incluía mover os arquivos manualmente no servidor CVS, quando um desenvolvedor queria renomear um arquivo :-) Então, eu fiquei fazendo principalmente as tarefas do dia-a-dia (criação de contas do svn, aliases de e-mail e listas de discussão) por um tempo muito longo. E ocasionalmente "reiniciar algum serviço do servidor" quando necessário. Hoje em dia faço apenas a lista de discussão, e dou o acesso necessário ao mais recentes membros das equipes.

Você falou antes que quer fazer menos na área de sysadmin, por que diabos você diz isso?

Bem, eu não sou bom nisso :-) Eu nunca tive qualquer formação ou experiência com coisas reais de sysadmin, eu só dei uma mão como uma questão de necessidade. E porque alguém tinha que fazer as tarefas chatas do dia-a-dia, e como eu era patrocinado para trabalhar no KDE, parecia-me justo fazer isso. Hoje, no entanto, o número de sysadmins tem aumentado consideravelmente, algumas tarefas são mais automatizadas e, em geral, parece que eu sou mais útil para o KDE na correção de bugs ou ajudando os desenvolvedores no IRC, que ao fazer as tarefas que os outros sysadmin podem fazer melhor. A principal razão para ter durado tanto tempo, é que a integração de novos voluntários é difícil na área de sysadmin, há uma questão de confiança, e como não confiamos em alguém que não tenha visibilidade dentro do KDE por um longo tempo - especialmente quando queremos os desenvolvedores do KDE para gastar o tempo codificando em vez disso :). Parece que finalmente resolveram esse problema agora, com a integração de administradores experientes, que têm demonstrado grande compromisso com o KDE.

Nos próximos meses coisas irão mudar, devido à transição para o git. Você pode explicar as alterações e seu papel nelas?

Eu realmente fiquei fora disto, vendo como as outras pessoas são muito mais experientes com git. Eu estou ganhando alguma experiência com git e com mesclar os pedidos em Qt, então eu tenho simplesmente, na ocasião, sugerido ao resto da equipe como nós não devemos fazer as coisas no futuro do KDE git :-)

Quais são as áreas onde o KDE e seu software realmente brilham na sua opinião?

Já que eu estou trabalhando principalmente no nível das bibliotecas do KDE, vou livremente interpretar essa questão como "plataforma de desenvolvimento do KDE":). Eu acho que a plataforma KDE alcançou um bom nível (com Qt, é claro) fornecendo tudo o que é necessário para desenvolver aplicativos facilmente e de forma consistente. Existe um alto grau de compartilhamento de código entre os aplicativos do KDE, e o framework fornecido pela kdelibs torna mais fácil o fornecimento de novos recursos em todos os aplicativos do KDE sem mudar uma única linha de código em aplicações, ou, em alguns casos, adicionando uma única linha para ativar o recurso. É claro que o ambiente de trabalho do KDE e os aplicativos do KDE brilham muito, mas eu prefiro deixar que os outros anunciem estes.

Você tem uma visão de como e onde você quer o KDE em geral esteja daqui a 5 anos e o sysadmin em particular?

Eu sempre digo, já existem bastante pessoas com visões, prefiro estar entre aqueles que realmente fazem avançar as coisas - e precisamos demais destes, e não mais de visões individuais. Mas eu certamente espero que o KDE tenha 5 vezes mais desenvolvedores, 50 vezes mais usuários, e 5 vezes menos bugs, até 2015 :-) A minha visão para sysadmin era um grupo de administradores experientes com tempo para o KDE, e meu desejo parece ter sido concedido no início deste ano, então eu vou poder me aposentar com ele e me concentrar no desenvolvimento.

SEP
13
2010

Nos bastidores do KDE: David Solbach

Nesta semana, Nos Bastidores do Kde entrevista uma das autoridades desconhecidas por trás da equipe de sysadmin. É o David Solbach. Clique na imagem para ver onde David estava  durante o "Fjällraven Classic".

Ele é o mantenedor do reviewboard.kde.org .Ele não só tem sua maneira de revisar código, mas também sabe como projetar e desenvolver analizadores de sangue além de ter sido um dos atingidos quando a bolha da web explodiu. Aproveite uma divertida e interessante entrevista  com David!

Você poderia se apresentar?

Eu sou David Solbach, 30 anos de idade e vivo em Frankfurt/Alemanha já há algum tempo (desde 2003). Eu nasci em uma pequena cidade chamada Marburg a 100 km ao norte daqui.

Desde quando comecei a andar, eu me interessava por tudo que bipava, tinha botões ou, melhor ainda, um monitor e um teclado! Então eu passava um bom tempo no C64 do meu vizinho quando eu tinha mais ou menos 5 anos. Ainda me lembro do natal de 1986 quando meus pais me enganaram, fazendo-me pensar que a única coisa que eu poderia ganhar era um par de meias. Tentei fingir alegria e eu fiquei muito feliz quando descobri que eles tinham escondido meu proprio C64 (usado) por trás das cortinas! Não foi muito legal da parte deles, né? :)

Depois da escola, eu estudei ciencia da computação nas famosas "Berufsakademie". É quando você estuda por três anos e passa metade do tempo na empresa que financia seus estudos durante aquele período. Então é uma mistura de educação prática e teórica.

Minha empresa era "Biodata", mas esta é outra divertida (e também não tão divertida) história, que poderia ser muito longa para esta entrevista. (Tem um filme em alemão sobre isso: http://www.weltmarktfuehrer-derfilm.de). Resumindo: a empresa faliu quando a explosão da bolha da web estava chegando ao seu final. Tempos interessantes, eu diria. :)

Recentemente, em abril, minha filha Lisa-Johanna nasceu e ela me mantém bem ocupado, de um jeito meigo. :)

Poderia nos dizer o que você faz para viver?

Eu trabalho na Siemens Healthcare em um lugarzinho proximo a Frankfurt onde analizadores de sangue são projetados e construídos. Meu trabalho nisso é o desenvolvimento de software de controle para esses analizadores. Esta é a parte do software que está controlando os atuadores (a maioria motores de passos) e sensores para produzir resultados. É escrito em C.

Poderia nos dizer o que você faz pelo KDE?

Eu cuido da hospedagem de alguns sites (e.g. o site do  plasma) e o ReviewBoard. E claro eu tento promover o KDE e o software livre onde eu puder.

Você está mantendo o ReviewBoard por anos. Por que tamanha dedicação?

Acho que você está superestimando o trabalho que eu tenho mantendo o ReviewBoard. :) Na verdade não é tanto assim. Mas acho que devemos reagir rapidamente à  requisição de usuarios e à interrupções de servidor ou outros problemas, quando eles acontecem. Eu tento fazer isso.

O que me motiva? Bem, eu amo a idéia de software livre e código aberto. Minha tese de conclusão de curso foi sobre gerenciamento e compartilhamento de conhecimento. Acho que Código Aberto é conhecimento sendo compartilhado em sua forma mais pura. Na minha opinião é a única maneira viável de seguir, ao menos se você for pensar a longo prazo.

Fazer esse pequeno trabalho de administração para o KDE é uma maneira bem-vinda de dar algo de volta para a comunidade. Eu não tenho tempo para fazer nenhum trabalho relacionado a desenvolvimento no KDE, mas eu tenho um profundo respeito por aqueles que o fazem em seu tempo livre! (sem esquecer daqueles que são pagos para trabalhar no KDE).

Revisão de código é uma área que você tem um interesse especial? Em caso afirmativo, por que?

Acho que você poderia dizer isso, sim. Como a maioria dos desenvolvedores, eu gosto de codificar mais do que revisar, mas no trabalho tentamos revisar códigos sempre que possível, e frequentemente eles são mandatórios (regulações FDA e por ai vai), especialmente se as mudanças modificam a base de código  usados por clientes em produtos liberados. O slogan do ReviewBoard é "Sinta a dor da revisão de código!", que pareceu algo que poderíamos usar também. Então acho que eventualmente acabaremos usando o ReviewBoard em nosso site como uma ferramenta para fazer revisões de código.

Esta é a primeira vez que você "importou" coisas do mundo open source para o seu trabalho?

Não! O KDE foi um dos primeiros (bem, relativamente um dos primeiros) a adotar o Subversion. Durante esse tempo eu já tinha começado a acompanhar o desenvolvimento do KDE e aprendi as várias vantages do SVN comparado a sistemas baseados no CVS (usavamos PVCS Version Manager, coisa horrível!).

Isso era algo que eu poderia usar muito bem no meu trabalho. Depois de 2 anos de promoção, um pouco de sorte e o apoio do meu chefe, terminamos usando o Subversion como nosso VCS oficial. Eu acho que vários de meus colegas de trabalho, incluindo eu claro, estão muito felizes com essa escolha. Também mostrou o potencial do software de código aberto  para várias pessoas em um local que não tinha muito contato. Atualmente, até mesmo o pessoal que não lida diretamente com software, ou seja, no projeto mecânico, estão usando. Até migração de dados e suporte em treinamento não foram problemas com ajuda de empresas terceirizadas (Polarion, CollabNet). Mas acho que estou pregando para o coro aqui. :)

Ah, e quase esqueci, tambem usamos o CMake em um de nossos projetos, também inspirados no KDE. Ele supre nossas nescessidades e está funcionando muito bem até agora!

Nos próximos meses a coisa vai mudar, devido a transição para o git. Você poderia explicar as mudanças e sua função no processo?

Basicamente, nós iremos configurar uma nova e brilhante instância do ReviewBoard e será integrado em um gerenciador centralizado de usuários (via LDAP). Adicionalmente, iremos usar o git como repositório central. Felizmente parece que o ReviewBoard apoia esta funcionalidade, então meu trabalho será principalmente configurar da maneira devida e garantir que está rodando bem. Eu espero alguns pequenos solavancos no caminho, mas nada sério, pequenos testes na integração com o git já estão sendo realizados. Autenticação LDAP também funciona já a alguns dias.

Em sua opinião, quais as áreas que os softwares do KDE brilham?

Primeiramente, acho que as bibliotecas e o framework base são ótimos. Acho o Qt uma boa (e bem documentada) base para se construir algo. Outra coisa, acredito eu, seja o consenso  na comunidade de desenvolvedores para fazer as coisas de um jeito inteligente e reusável sempre que possível. O plasma, junto com outras bibliotecas, parecem construídas nesse principio, isso que é realmente legal.

Agora as aplicações. Atualmente tenho aplicações no KDE (e no Linux em geral) que supre todas as minhas necessidades. Mais notadamente uso o KMail, Kdenline, K3B, Amarok, KMyMoney, só para enumerar alguns. Ah, e não muito tempo atrás eu me deparei com o KRenamer que é um verdadeiro salva-vidas, ja que minha câmera geralmente usa datas erradas em nomes de arquivos.

E, por ultimo: KDE tem uma ótima aparência! :)

Você tem alguma visão, como e onde você quer que o KDE em geral esteja daqui à 5 anos e o sysadmins em particular?

Hmn. Para o desktop eu gostaria que o KDE continuasse à sua maneira em águas calmas depois da mudança brusca desde o 4.0 e as últimas versões depois dela. Acho que seria bom se focar um pouco mais em estabilidade, polimento e otimização do desktop que o KDE SC 4.5 já busca. Adicionalmente a integração entre dois mundos desktops e os desktops e distribuições devem continuar a provêr uma boa experiência ao usuario de maneira geral. Sei que pode soar um pouco negativo, mas esses pontos geralmente são os mais difíceis em projetos open source (todos gostam de programar novas funcionalidades, certo?). Se o KDE puder melhorar nesse ponto, seria realmente uma grande vantagem para a competição.

Também estou ansioso para ver o que o KDE poderá fazer em dispositivos móveis no futuro. A equipe do plasma (notmart, aseigo e companhia) parecem trabalhar muito nesse direção.

Quanto aos sysadmins? Nada de especial. Só continuar com a história de escolher as ferramentas certas para o trabalho certo. O grupo sysadmin (na qual me juntei recentemente) ou o KDE em geral tem um bom histórico disso. Decisões para o SVN (e agora o Git) ou o CMake ao invés de outras ferramentas parecem que foram feitas no tempo certo. Também quando vi o documento explicando a motivação e as razões para a nova infrainstrutura ao redor do git, eu fiquei bastante impressionado sobre o nível de profissionalismo que foi mostrado! Impressionante.

SEP
1
2010

Nos bastidores do KDE: Ben Cooksley

Nesta segunda edição, conversamos com Ben Cooksley. Ele é um dos responsáveis em configurar partes essenciais da infraestrutura do git. Normalmente ele é bem quieto e prefere não chamar muita atenção. Uma razão a mais pra colocá-lo nos holofotes. Conheça mais uma pessoa que cuida dos fóruns do KDE e que não tem medo de termos como LDAP e GOsa e consegue escrever scripts de sysadmins sem bugs de olhos fechados. E o único que faz tudo com o Grace.

Você poderia se apresentar?

Atualmente moro em Wellington, Nova Zelândia. Minha máquina é um laptop Acer que comprei dois anos atrás, chamado Grace.

Poderia nos dizer o que você faz da sua vida?

Atualmente sou estudante, estudando minhas qualificações.

Poderia nos dizer o que você faz pelo KDE?

No momento eu matenho o módulo de controle de Configurações do Sistema (System Settings) e as Ações do Dispositivo (Device Actions). Eu também sou um dos administradores do Fórum do KDE, onde ajudo a organizar os problemas que os usuarios encontram, juntamente com tarefas de sysadmins.

Como você divide seu tempo entre as diferentes coisas que você faz?

Boa pergunta. Eu não tenho uma lista de tarefas e tento lidar com as coisas "da maneira que elas chegam", dependendo da prioridade da tarefa ( sendo claro que depende de mim lembrar-se delas :)

Você pode nos dizer  um pouco mais sobre como você acabou sendo sugado para o KDE? E porque você está interessado no kdesysadmin? E seja um pouco mais -v !

Primeiramente fui apresentado ao KDE 3.4 em um live CD do Knoppix (sim, CD, não um DVD), em 2005, acho... Um pouco depois eu instalei minha primeira distribuição, com o 3.5. Durante a mudança para o KDE 4.0 eu me juntei a várias listas de e-mail. Mas foi a partir de  Setembro de 2008 (segundo a data do registro da minha conta) que eu comecei a contribuir com o KDE, quando eu respondi a uma chamada para moderadores do fórum que estava sendo configurado. As coisas seguiram de lá, incluindo a reescrita do Configurações do Sistema e a integração do Sysadmin.

Porque eu estaria interessado em sysadmin? Acho que apenas gosto de saber como as coisas realmente funcionam, que foi minha motivação inicial ao tentar o Knoppix. É interessante ver como um script de 50 linhas pode tomar vários sistemas  e agregá-los em algo coeso. :)

Você se tornou uma parte importante da equipe de sysadmin, você poderia explicar com mais detalhes o que você faz?

No momento eu estou trabalhando nos preparativos  da infraestrutura da migração para o Git. Além disso, ajudo no gerenciamento das contas do SVN para os desenvolvedores, e mais outras coisas (como aliases de e-mail).

Você gostaria de fazer mais tarefas de sysadmin e, em caso afirmativo, você quer se especializar em alguma área?

Com certeza! Embora prefira não ficar muito especializado, mas permanecer mais genérico (apesar de achar que eu me especializei  em uma extenção com o GOsa). Eu tenho tendência a usar testes de instalações de maneira que você não ache muito perigoso ( a não ser, é claro, que você esteja usando a instalação de teste :). A grande coisa que eu gostaria de terminar assim que a infraestrutura do Git for lançada é o sistema de autenticação do GOsa, caso contrário não tenho outros planos no momento ;). Com certeza irei ajudar em qualquer projeto que vier pela frente.

Esta semana o GOsa será lançado no identity.kde.org. Você poderia explicar o que é?

Claro. GOsa é um website, este frontend basicamente gerencia um diretório LDAP. Ele irá formar o frontend de usuário para gerenciar suas chaves SSH e detalhes pessoais com os quais serão usados vários componentes do repositório Git do KDE.

Ele é responsável por garantir que os lugares que usam os dados sejam informados quando ocorrerem mudanças, de maneira que eles possam sincronizá-los e garantir que pessoas possam editar apenas suas entradas.

É baseado em PHP, e um plugin para prover virtualmente todas suas funcionalidades. O resultado disso é que estivemos aptos a customizá-lo de maneira relativamente fácil e foram adicionadas funcionalidades para receber registros de desenvolvedores e agregar algumas informações particulares.

Não podendo guardar apenas as chaves SSH dos desenvolvedores, você poderia nos dar uma visão geral sobre que dados podemos salvar nele e para que será usado?

No momento nós adicionamos a capacidade de salvar o apelido do IRC e o ID do Jabber do usuário. GOsa também vem com a habilidade de guardar informações de contatos e um avatar. No momento, nenhum dos sites pode usar aquele avatar, mas em breve espero que seja possível para várias ferramentas web usá-lo.

Os dados em si podem ser usados para qualquer coisa. Pessoas poderiam se inscrever em listas de e-mails baseando-se no fato de ser um membro do grupo, por exemplo. Os primeiro beneficio é, claro, é ter que lembrar de apenas um login e uma senha, isto é o que chamamos de sistema de "Login Único" ("Single Sign In"-System), no qual é baseado no usuário e senha que você tem para o GOsa.

Poderia nos dizer o que quer dizer com isso?

Isto significa que você deverá logar-se em apenos um local para ter acesso instantâneo a todos os sites do KDE. Isto será possível através do uso do backend LDAP que o GOsa gerencia, e os sites então autenticam sobre ele. Desenvolvedores e usuários podem ajudar isto ser possivel não usando caracteres de espaço nos logins e tendo o mesmo endereço de e-mail em todos os sites. Isto irá facilitar a mesclagem de contas atuais com as contas baseadas em LDAP no futuro.

Mas soube também de rumores sobre os membros do eV avaliá-lo?

Sim, é verdade. Está sendo analisado o armazenamento de informações sobre a adesão de membros do eV, particularmente detalhes de contato. Isto irá possibilitar aqueles detalhes serem atualizados pelos próprios membros.

Funcionalidades também foram adicionadas para ajudar a gerenciar a lista de membros, fazendo os membros aptos a verem seus status corrente e uma lista de chamadas que eles participaram em um primeiro momento.

Poderia nos explicar que outras opções nós poderemos ter com o sistema, digamos, daqui a dois anos?

De maneira que o GOsa simplesmente gerencia o diretório LDAP do identity.kde.org, poderíamos ir a qualquer lugar. Seria potencialmente possível (no futuro) à aplicações do KDE usarem alguns destes dados. A centralização de dados irá possibilitar a  aplicações web usarem o mesmo conjunto de informações.

Em uma sessão de brainstorm nós pensamos: melhorar a configuração do planetkde, formar a base para  votações sobre  adesões ao eV, pessoas gerenciarem seus endereços de encaminhamento dos seus emais do kde.org/kdemail.org, gerenciamento DNS, sistemas de administração simples, integração com outros sites do KDE, como o Bugzilla, Mediawiki, Drupal, phpBB, mas também poderia segurar seu OpenID de maneira que possamos transitar os sites que utilizam o OpenID, mantendo a mínima passagem de credenciais.

Para concluir, algumas perguntas gerais, por exemplo, que áreas o KDE e seus softwares realmente brilham, em sua opinião?

Bem, todo o desktop é bem legal... Konsole é minha escolha para a melhor aplicação. O Kate vem em segundo.

Você tem alguma projeção, tipo onde você  quer que o KDE esteja daqui a cinco anos e o sysadmin em particular?

Seria legal ver nosso consumo de memória reduzido nos próximos releases, e em geral se tornar mais polido. Em termos de funções, eu acho o KDE perfeito atualmente, e é bom ver que novas funções não invadem as antigas. Eu também gostaria que o Akonadi e Nepomuk se tornassem uma parte mais essencial do desktop (configurando-se perfeitamente e sendo capazes de se consertar). Para o sysadmin, eu gostaria de ver todos os sites usando a infraestrutura do GOsa :)

 

Behind KDE : http://www.behindkde.org/node/799

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