LaKademy 2018 começando em Florianópolis

araceletorres

O LaKademy 2018, evento que reúne colaboradores latino-americanos da comunidade KDE, começou esta manhã na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. A edição deste ano está acontecendo no auditório do Espaço Físico Integrado (EFI) da Universidade de Santa Catarina (UFSC). Estaremos reunidos aqui até o próximo dia 14, trabalhando em diversos projetos da comunidade. Quem estiver pela cidade e tiver interesse em participar do evento, pode aparecer a qualquer momento. O evento é aberto a qualquer pessoa que tenha interesse em interagir com a comunidade. Estamos trabalhando das 9h até as 18h. Vem! :)

 

 

 


Akademy 2018

Filipe Saraiva

Procure seu colaborador favorito do KDE na Foto em grupo oficial do Akademy 2018

Estive em Viena para participar do Akademy 2018, o encontro anual do KDE. Este foi o meu quarto Akademy, sendo antecedido por Berlin’2012 (na verdade, Desktop Summit ), Brno’2014, e Berlin’2016 (junto com a QtCon). Interessante, vou ao Akademy a cada 2 anos – pretendo melhorar isso já no próximo. 🙂

Após uma viagem muito longa, pude finalmente encontrar “cabeças de engrenagem” de todas as partes do mundo, incluindo o próprio Brasil. Vi velhos e novos amigos trabalhando juntos para melhorar a experiência de utilizar um computador com software livre, cada qual contribuindo com pequenas (e alguns, realmente gigantes) partes para tornar isso realidade. Sempre que encontro esse pessoal me sinto reenergizado para seguir com esse trabalho.

Das palestras, gostei muito da feita por Volker sobre o KDE Itinerary, uma nova aplicação para gerenciar passbooks relacionados com viagens. Penso que um software para gerenciar todos os tipos de arquivos passbook (como entradas para shows, cinemas, e mais) como este seria uma interessante adição para a família de softwares do KDE, e um passo anterior à ideia perseguida pelo KDE Itinerary. De qualquer forma, estou na expectativa por novidades deste software.

A palestra sobre criação de transições utilizando o Kdenlive me fez pensar em quão interessante seria um plugin para executar scripts bash (ou python, talvez) de forma a automatizar vários passos realizados por editores nesse software. Inclusive, talves utilizando a KDE Store para compartilhar esses scripts… enfim, muitas ideias.

Conheci Camilo durante o evento. A palestra dele sobre o vvave me deu esperanças por uma nova e interessante aplicação de player multimídia, como uma vez tivemos no passado (saudades Amarok).

A última palestra que chamou minha atenção foi de Nate sobre algumas ideias para melhorar nosso ecossistema. Nate está fazendo um trabalho fabuloso sobre usabilidade, “polindo” nossos software de diversas formas. Recomendo o blog dele para quem quiser ficar acompanhar também. Apesar de eu concordar em geral com boa parte das ideias – por exemplo, é urgente a necessidade de melhorarmos nossa suíte de aplicações pessoais -, eu tive alguns desacordos em outras, em especial a ideia de que os desenvolvedores do KDE se dediquem a contribuir também para o LibreOffice. LibreOffice tem um código fonte completamente diferente, que utiliza tecnologias e práticas nada relacionadas com o que vemos no KDE, e há várias (e para muitos de nós, desconhecidas) influências das diferentes organizações que gerem a The Document Foundation, entidade responsável por desenvolver o LibreOffice. E por fim, nós ainda temos a suíte de escritório Calligra – a idea me soou como “vamos acabar com o Calligra”. De qualquer forma, isso foi apenas um desacordo com uma das sugestões, nada demais.

Após as seções de palestras o Akademy teve batantes sessões de BoF, que são mini-reuniões direcionadas sobre tópicos específicos. Pude participar de algumas, como a sobre o KDE e Qt (é sempre bom manter os olhos sobre esse tópico), KDE Phabricator (Phabricator é um conjunto muito bom de ferramentas para gerenciamento de projetos/repositórios/e afins, mas sofre por conta dos competidores (Gitlab) serem muito mais conhecidos e também por não ter das melhores usabilidades), e MyCroft (gosto da ideia de integração entre o MyCroft e o Plasma, especialmente para casos de uso especĩficos como auxiliar pessoas com deficiência – estou pensando nisso já há alguns meses).

Este ano, Aracele, Sandro e eu realizamos um BoF chamado “KDE in Americas”. A ideia foi apresentar algumas das nossas conquistas para o KDE na América Latina e discutir com o pessoal das demais américas sobre um evento “continental”, trazendo de volta o antigo CampKDE em uma nova edição junto com o LaKademy (o nome secreto é LaKamp :D). Esta ideia ainda precisa de alguma maturação para seguir em frente, mas estamos trabalhando.

Este ano eu tentei realizar o BoF sobre KDE na ciência e Cantor, mas infelizmente eu não tive o feedback necessário sobre potenciais participantes. Vamos ver se no futuro poderemos ter alguns deles acontecendo.

Akademy é um evento fantástico onde você encontra colaboradores do KDE de diferentes frentes e culturas, pode discutir com eles, pegar opiniões sobre projetos atuais e mesmo iniciar novos. Gostaria de agradecer ao KDE e.V. pelo patrocínio que me permitiu ir ao evento e espero ver todos vocês e mais alguns no próximo ano (vou tentar inserir um distúrbio naquela distribuição da minha sequência bianual de participações) no Akademy ou, em algumas semanas, no LaKademy!

Brasileiros no Akademy 2018: KDHelio, Caio, Sandro, Filipe (eu), Tomaz (abaixo), Eliakin, Aracele, e Lays


Comunidade brasileira marca presença na Akademy 2018

barbaratostes

Clique para ver a imagem original com os nomes dos participantesDe 11 a 17 de agosto, oito brasileiros marcam presença em encontro mundial, na Áustria

O encontro mundial da comunidade KDE, o Akademy 2018, aconteceu de 11 a 17 de agosto na Universidade TU Wien, em Viena (Áustria). Com cerca de 30 mil alunos e 20% deles estudando Ciência da Computação, o local ofereceu um ambiente ideal para usuários do mundo todo se encontrarem para trocar ideias, trabalhar em questões concretas de tecnologia, softwares livres, reforçar a cultura inovadora e dinâmica da KDE. O programa do Akademy 2018 começou com uma conferência nos dois primeiros dias, seguido por cinco dias de workshops e sessões de codificação Birds of a Feather (BoF).

O grupo de brasileiros contava com oito pessoas que participam da comunidade, como a historiadora Aracele Torres, que trabalha com promoção, tradução e gestão na comunidade KDE Brasil, os desenvolvedores Tomaz Canabrava, Sandro Andrade, Filipe Saraiva, Caio Carvalho, Eliakin Costa, Helio Castro e Lays Rodrigues; que se comunicam durante o ano todo por IRC, fóruns, listas de discussão e e-mails. Muitos participantes da ampla comunidade de software livre e de código aberto, bem como organizações locais e empresas de software também participaram do Akademy.

 

 

O "dia zero" do evento foi na sexta-feira (10), com as inscrições abertas para os participantes locais. No sábado (11), o Akademy teve abertura com a fala da presidente do KDE e.V (entidade sem fins lucrativos), Lydia Pintscher. Na sequência, o keynote, diretor técnico do Grupo de Trabalho de Justiça Transicional, Dan Bielefeld, falou sobre o “Mapeamento de Crimes Contra a Humanidade na Coreia do Norte com FOSS”; explicou o trabalho que faz para mapear locais norte-coreanos de locais de enterro e execução em massa usando tecnologias de mapeamento. Ele também mostrou como funciona a Coréia do Norte e o regime de Kim e como sua organização obtém informações tanto de entrevistas com refugiados quanto de imagens de satélite. Embora o tema do sofrimento dos norte-coreanos seja sombrio, há um lado positivo: “Um dia haverá uma transição, haverá um dia em que o regime de Kim terminará e os norte-coreanos recuperarão a liberdade que lhes é negada há mais de 70 anos. As atividades do Grupo de Trabalho de Justiça Transicional também ajudarão com isso. Descobrir o que aconteceu com os entes queridos e trazer os responsáveis pelas atrocidades à justiça será uma parte crucial de ajudar a nação a se curar”, disse. Ele continua: “E faz sentido, para o Grupo de Trabalho de Justiça Transicional trabalhar com as comunidades de Software Livre e com Softwares Livres. O software oferece ao grupo um grau de segurança e controle que eles não conseguem encontrar em aplicativos de código fechado”, afirma. E as comunidades de Software Livre mantêm os mesmos valores pelos quais o grupo de Dan está lutando, isto é, o direito à privacidade e à liberdade pessoal.

Após a palestra de Dan, o desenvolvedor Adriaan de Groot organizou um painel onde os membros discutiram a questão da privacidade. O desenvolvimento de software que respeita a privacidade é um dos principais objetivos da KDE e os palestrantes explicaram como o desenvolvimento de Assistentes Pessoais Digitais gratuitos e abertos, como o Mycroft, foi crucial para proteger os usuários de corporações espionadas. Combinado com a política subjacente a todos os seus aplicativos de nunca coletar dados de forma não autorizada, a KDE está estritamente fiel ao seu objetivo de preservar a privacidade do usuário.

Ainda no primeiro dia, o desenvolvedor Neofytos Kolokotronis falou sobre o progresso de outro dos principais objetivos da KDE, ou seja, a integração de novos usuários. Neofytos explicou aos participantes o progresso que o grupo de trabalho havia feito até então e para onde eles queriam ir. Ele tinha alguns conselhos sobre como ajudar os novos usuários a ingressar na KDE, como ter uma documentação boa e clara, orientar novos colaboradores e criar conexões fora do seu nicho imediato.

Na sequência, outras palestras como a do indiano Wrishiraj Kaushik, intitulada Winds of Change - FOSS in Índia que falou sobre o atual cenário do software livre na Índia e sua experiência no SuperX e na integração das aplicações KDE com ele.

O governo da união indiana tem uma recomendação nacional para o uso, promoção e desenvolvimento de software livre e de código aberto. Apesar disso, a adoção de software livre permaneceu baixa no país. A decisão tomada por alguns governos estaduais de não adotar essas recomendações em conjunto com o marketing agressivo realizado por fornecedores de software proprietários na Índia prejudicou seriamente o uso do Software Livre. SuperX, no entanto, conseguiu encontrar um lugar dentro do governo e algumas universidades indianas graças à sua abordagem centrada no usuário. O SuperX implantou 30 mil instalações de KDE - uma das maiores implantações do mundo, e há mais 20 mil em andamento.

E o evento seguiu com um painel de discussão com Lydia, Valorie e Bhushan, no qual eles contaram à comunidade sobre os programas de estudantes da KDE e como contribuir para sua implementação e manutenção. Foi uma palestra de alta relevância, dada a meta da Comunidade KDE de simplificar o processo de integração de novos colaboradores e o fato de que uma grande parte da nova base de colaboradores vir através de programas de orientação organizados, como o Google Summer of Code, Google Code-in e Season of KDE.

Mirko Boehm apresentou uma palestra sobre a gênese do Quartermaster, uma ferramenta criada pela Endocode e apoiada pela Siemens e pela Google. A Quartermaster implementa as melhores práticas do setor de gerenciamento de conformidade de licenças. Ele gera relatórios de conformidade analisando dados do ambiente de IC e criando gráficos para análise, principalmente realizando uma combinação de análise de tempo de construção e análise de código estático.

A desenvolvedora brasileira Lays Rodrigues falou sobre o ‘Atelier, um software livre multiplataforma projetado em Qt para ajudar a controlar impressoras 3D. Ele suporta a maioria das impressoras com firmware de código aberto e Lays demonstrou os diversos recursos do Atelier durante sua palestra, incluindo monitoramento de vídeo da impressora, visualização em 3D do design de impressão, gráficos de temperatura e muito mais.

Zoltan Padrah deu uma palestra no KTechLab e explicou como ele descobriu isso como um estudante de engenharia eletrônica em 2008. O KTechLab é um programa que ajuda a simular circuitos eletrônicos e programas rodando em microcontroladores. Ele foi migrado para a infraestrutura da KDE em 2017. Os próximos planos dos desenvolvedores são lançar o KTechLab para Qt4 e Qt5 e portá-lo para o KDE Frameworks 5, bem como adicionar novos recursos como suporte para simular sistemas de automação para mecânica e tem importação/exportação do KiCad.

Depois de um primeiro dia cheio de conteúdos, o evento continuou no domingo (12) com uma palestra da diretora executiva da Wikimedia Austria, Claudia Garad. Ela concentrou sua palestra em alguns dos desafios que organizações como ela enfrentam ao tentar trazer mais inclusão e diversidade dentro de suas comunidades. Ela enfatizou a importância de fazer com que as comunidades sub-representadas se sintam mais bem-vindas e ouvidas dentro da organização, depois passou a falar sobre como ela percebeu que a KDE estava bastante à frente da Wikimedia em alguns aspectos, especialmente quando se tratava de alcançar esses objetivos. Uma das coisas que ela pensou que trouxe uma vibe positiva para a comunidade KDE foi que "a KDE abraça a fofura", ela disse enquanto exibia um slide com a imagem "pilha de Konqis". Em uma nota mais séria, ela disse que através de eventos como Akademy, sprints e eventos ao redor do mundo, você pode reunir pessoas de origens imensamente diversas e fazê-las trabalhar para construir uma comunidade mais forte.

Na parte da tarde, os oradores cobriram uma grande variedade de tópicos. Alan Pope, da Canonical, por exemplo, falou sobre a Snapcraft, uma ferramenta baseada na Web que torna incrivelmente simples a criação de um pacote Linux sem código, apenas inserido no git. Enquanto isso, Oliver Smith, o líder de projeto do postmarketOS, falou sobre o sistema operacional do telefone baseado no Alpine Linux e planos para integração com o Plasma Mobile.

Nos outros dias da semana seguinte, os participantes do Akademy 2018 tiveram workshops, debates, trocas de ideias, em diversas salas; e, ao final de cada dia, foi feito um vídeo com os participantes contando o que foi discutido e trazido de benefício para a comunidade KDE. Para assistir os vídeos na íntegra, em inglês, basta visitar:

Prêmios Akademy

No final do segundo dia houve a cerimônia do Akademy Awards. O Akademy Awards é uma forma de honrar os membros que fizeram um excelente trabalho em benefício de toda a comunidade.

O prêmio Application Akademy foi para Aditya Mehra por seu trabalho na integração do Mycroft, fornecendo ao ambiente KDE um assistente de voz que é livre como em liberdade.

O Non-Application Akademy Award foi para Valorie Zimmerman pelo seu trabalho na condução dos programas de tutoria da KDE e do Community Working Group, sendo uma das boas almas do KDE.

Houve três prêmios do júri este ano, eles foram para Sebastian Kügler para os seus muitos anos de hacking implacável e muito mais (Plasma, KDE Marketing, tempo no KDE eV Board), David Edmundson por seu trabalho no Telepathy, portando aplicativos para Frameworks 5, Plasma, KWin, KWayland, e ser um cara louco e Mario Fux por apoiar a KDE durante muitos anos organizando as reuniões de Randa.

A equipe Akademy foi agraciada com o Prêmio Organizacional a Stefan Derkits e toda a equipe responsável por montar o Akademy 2018. Parabéns aos vencedores!

Comunidade KDE

A KDE é uma comunidade de software livre dedicada a criar uma experiência de computação aberta e fácil de usar, oferecendo um desktop gráfico avançado, uma ampla variedade de aplicativos para comunicação, trabalho, educação e entretenimento e uma plataforma para criar novos aplicativos facilmente. Temos um forte foco em encontrar soluções inovadoras para problemas antigos e novos, criando uma atmosfera vibrante aberta à experimentação.

Sobre a Akademy

Na maior parte do ano, a KDE funciona on-line por e-mail, IRC, fóruns e listas de discussão. O Akademy oferece a todos os colaboradores do KDE a oportunidade de se encontrar pessoalmente para promover laços sociais, trabalhar em questões concretas de tecnologia, considerar novas ideias e reforçar a cultura inovadora e dinâmica do KDE. O Akademy reúne artistas, designers, desenvolvedores, tradutores, usuários, escritores, patrocinadores e muitos outros tipos de colaboradores do KDE para celebrar as conquistas do ano passado e ajudar a determinar a direção para o próximo ano. Sessões práticas oferecem a oportunidade para um trabalho intenso, trazendo esses planos para a realidade. A comunidade KDE dá as boas-vindas às empresas que desenvolvem tecnologia KDE e àquelas que buscam oportunidades.

Viena e Akademy

Viena, capital da Áustria, tem cerca de 1,8 milhões de habitantes. Está localizada no meio da Europa Central, junto ao rio Danúbio. Com sua rica história, desde a época romana, passando a ser a capital do Império Habsburgo, a ser uma cidade moderna, classificada como número um em diversos estudos sobre qualidade de vida.

LaKademy

A comunidade KDE brasileira vai organizar o LaKademy (Latin-American Akademy), que acontecerá no Auditório EFI da Universidade Federal de Santa Catarina, na cidade de Florianópolis (SC), de 11 a 14 de outubro. Quer participar? Visite este link para saber mais!

 


Quer colaborar com a comunidade KDE? Que tal participar do Lakademy 2018?

frederico

O Lakademy, ou Latin-American Akademy, é o encontro latino-americano da KDE, uma das maiores comunidades de software livre do mundo. O evento ocorre desde 2012 e propicia o encontro de pessoas que usam e colaboram com as aplicações e projetos criados e/ou mantidos por essa comunidade. Em 2018 teremos sua 6ª edição aqui no Brasil, que acontecerá no Auditório EFI da Universidade Federal de Santa Catarina, na cidade de Florianópolis - SC, de 11 a 14 de outubro.

A proposta desse evento é que ele sirva como um momento de encontro e socialização da comunidade KDE latinoamericana, visando estreitar laços de amizade e proporcionar diálogos sobre experiências de utilização, criação e manutenção de aplicações e projetos. Durante os dias de evento, toda a equipe estará focada em hacking sessions totalmente práticas. Ou seja, no Lakademy o objetivo é por a mão na massa em projetos específicos de acordo com definições prévias ou mesmo demandas que surjam ao longo do evento. Além disso, nesse evento discutimos os próximos rumos da comunidade KDE latinoamericana, bem como em quais projetos iremos investir. Por sua caracterísitca de ser um encontro de trabalho, sem palestras, o Lakademy cria um ambiente de proximidade entre essas pessoas o que estimula a interação entre participantes e a participação mesmo de quem nunca se envolveu em projetos assim anteriormente.

Se interessou em participar do evento? Gostaria de colaborar com a comunidade KDE? Então preencha o formulário online disponível aqui e vá acompanhando mais notícias sobre o evento aqui em nossa página e nos nossos perfis sociais.

 


KRunner e buscas no menu de aplicações encerrando o Plasmashell na Debian Buster

aracnus

Recentemente comecei a passar por um problema muito chato no KDE Plasma, aqui na minha Debian Buster (atualmente a versão testing). Toda vez que começava a digitar alguma coisa no KRunner (aquela aplicação que é aberta apertando-se Alt+F2) ou no lançador de aplicativos (o menu de aplicativos do sistema), o Plasmashell era encerrado, com uma mensagem de erro. Isso estava me enchendo a paciência, porque eu praticamente não busco mais aplicações navegando pelo menu. Acho muito mais simples e rápido usar o KRunner, começar a digitar o nome da aplicação e abri-la diretamente.

Mas graças ao amigo PedroArthur (vulgo JEdi), resolvi o problema. Ele descobriu que existe um bug do KRunner com o histórico do Firefox. A Debian empacota o Firefox ESR e o KRunner espera a API das versões mais novas. Esse bug também se aplica ao lançador de aplicativos. Com isso, existem duas soluções possíveis: atualizar o Firefox manualmente para uma versão mais nova ou mudar as configurações do KRunner e do lançador. Optei pela segunda, porque me daria menos trabalho (e eu posso muito bem viver sem incluir meus favoritos na pesquisa por aplicações).

É bem simples alterar as configurações (e elas devem ser alteradas em ambos os aplicativos). Para alterar a do KRunner, aperte Alt+F2 para ativá-lo e clique no botão de preferências, que é aquele que aparece à esquerda de onde se digitam os comandos. Na tela que se abre, procure por “Favoritos – Localiza e abre favoritos” e desmarque essa opção. A figura abaixo indica o botão de preferências na tela do KRunner.

Para o lançador de aplicativos, clique no ícone do lançador com o botão direito e selecione a opção “Configurações de Lançador de aplicativos…”. Na tela que se abre, desmarque a opção “Expandir a pesquisa nos favoritos, arquivos e e-mails”. O local dessa opção, nas preferências do lançador, está indicado abaixo.

Feito isso, o problema está resolvido e já posso usar meu KRunner normalmente. :-)


Procurando recomendações de “distros KDE”

Filipe Saraiva

Sou usuário e empacotador do Mageia desde o lançamento do fork, e não me levem a mal, para mim continua sendo uma distribuição de excelente qualidade para o seu propósito: comunitária, aberta para as mais diferentes contribuições e com ênfase na estabilidade. Mageia é das poucas distros com suporte há mais de 8 ambientes desktop (sem contar os gerenciadores de janelas leve), e com o lançamento da versão 6 passou a ter suporte ao AppImage, Fedora Copr, Open Build Service, dnf, e muito mais tecnologias que dão uma cara moderna para o projeto. Uso Mageia nos meus computadores pessoais e de trabalho e também nos computadores que meus alunos utilizam no laboratório.

Como desenvolvedor tanto do KDE quanto do Mageia, utilizo a versão instável da distro (chamada Cauldron) desde sempre. Ela me entrega as versões mais recentes da “pilha KDE” (KDE Plasma, Applications e Frameworks) e também do Qt. No geral funciona bem, mas volta e meia alguns software importantes deixam de funcionar ou ficam muito instáveis, prejudicando o desenvolvimento de algumas tarefas.

Antigamente isso não era um problema para mim – mesmo sendo estudante de mestrado ou doutorado, eu normalmente aguardava algum desenvolvedor corrigir os erros ou eu mesmo ia lá e metia a mão pra tentar solucionar. Essa é uma forma muito efetiva de contribuir com software livre.

Mas hoje em dia tenho pouca disposição para tanto. O trabalho como professor, somado às outras coisas a que me dedico, exaurem meu tempo para realizar esse tipo de tarefa.

Passar a utilizar o Mageia estável não é uma boa opção: o preço da estabilidade é ter um sistema com versões antigas dos software. Por exemplo, o Mageia 6 ainda utiliza o Plasma 5.8, enquanto o Cauldron tem o 5.12. Infelizmente, meu caso de uso mudou e as opções que o Mageia dispõe não casam muito bem com ele. Até propus um projeto não-oficial de construir os software mais recentes do KDE para a versão estável do Mageia, mas estou esperando um retorno do time de empacotadores da distro para ver o que eles acham (pois é, parágrafos cima eu disse que estava sem tempo e vejam só, estou propondo um novo projeto aqui :D).

Gostaria, portanto, de ouvir o pessoal sobre opções de distros que utilizam os software do KDE que atendam ao seguinte caso de uso:

  • Ser estável em seus componentes base (kernel, xorg, etc);
  • Ter a pilha KDE no modelo rolling release;
  • Ter opções relativamente amplas para software não Qt.

Na verdade eu já fiz uma pesquisa assim e há várias opções disponíveis. Por exemplo, o próprio KDE tem o projeto neon, que faz o caso de uso descrito acima tendo o Ubuntu como base. Há também o OpenSUSE com os repositórios Argon/Krypton, e mesmo distros específicas nesse modelo, como o KaOS e o Chakra. Inclusive isso vai render outro post sobre essas distros.

Minha principal dúvida é sobre a estabilidade e experiência de uso desses projetos. Se você usa algum deles, ou mesmo conhece outro não citado, coloque aí nos comentários para que embase minha decisão de migrar para outra distro (ou não).


Papo Livre sobre KDE

Filipe Saraiva

Papo Livre é um podcast que vem movimentando a cena do software livre no país. Tocado pelos amigos Antonio Terceiro, Paulo Santana e Thiago Mendonça, o projeto já tem quase 1 ano e trouxe para os ouvintes muita informação e entrevistas com brasileiros criadores ou participantes dos mais diferentes projetos de software livre.

Semanas atrás estive no programa concedendo entrevista sobre o KDE e falei bastante: comentei sobre a história do KDE, como o projeto passa de um ambiente desktop para uma comunidade com interesse em executar software livre nos mais diferentes dispositivos, ciclos de lançamento, como contribuir, como a comunidade se estrutura no Brasil, e muito mais. Também falei em temas mais pessoais como de que forma comecei no KDE, o que faço por lá, entre outras coisas.

A recepção do episódio tem sido muito boa, portanto dê uma escutada e comente abaixo o que achou – ficarei muito grato com o feedback de vocês.

E não deixem de conferir os demais episódios do Papo Livre.


Sprint do KDE Edu 2017

Filipe Saraiva

Dois meses atrás participei do sprint do KDE Edu em Berlim. Essa foi a primeira vez que participei de um sprint do KDE (pois é, sou contribuidor do KDE desde 2010 e nunca tinha ido a um sprint!) e por conta disso estava bastante animado com o que iria encontrar.

KDE Edu é um guarda-chuva específico para softwares educativos do KDE. O projeto tem um monte deles, e essa é a principal suíte de softwares educativos no mundo do software livre. Apesar disso, o KDE Edu tem recebido pouca atenção no quesito organização. Um exemplo são os próprios sprints: o último ocorreu há muitos anos atrás, o website do projeto está com alguns bugs, entre outros problemas.

Portanto, esse sprint não foi apenas uma oportunidade para trabalhos de desenvolvimento (o que se espera desse tipo de encontro), mas também um bom momento para muito trabalho na parte de organização do projeto.

Nesse aspecto, discutimos sobre o rebranding de alguns dos softwares mais relacionados com trabalho universitário do que com a “educação” em si, como o Cantor ou o Labplot. Há um desejo de se criar algo como um KDE Research/Science de forma a colocar todos esses softwares e outros como o Kile e KBibTex sob um mesmo guarda-chuva. Há uma discussão sobre esse tema em andamento.

Outro tópico também discutido foi um novo site, mais direcionado a ensinar como utilizar softwares do KDE no contexto educacional do que apenas apresentar uma lista de softwares. Acredito que precisamos implementar essa ideia até para termos uma entrada própria na página de produtos do KDE.

Em seguida, os desenvolvedores do sprint concordaram com a política de multi-sistemas operacionais para o KDE Edu. Softwares do KDE podem ser compilados e distribuídos para usuários de diferentes sistemas operacionais, não apenas Linux. Durante o sprint, alguns desenvolvedores trabalharam no desenvolvimento de instaladores para Windows, Mac OS, no port de aplicações para Android, e mesmo na criação de instaladores independentes para qualquer distribuição Linux usando flatpak.

Ainda relacionado aos trabalhos organizativos, criei uma regra para enviar e-mails para a lista de e-mails do KDE Edu para cada novo Differential Revision nos softwares do projeto no Phabricator. Desculpem devs, nossas caixas de e-mail estão cheias por minha culpa. 🙂

Já nos trabalhos relacionados a desenvolvimento, foquei-me em trabalhar pesado no Cantor. Primeiro, fiz alguns trabalhos de triagem de tarefas na workboard, fechando, abrindo, e colocando mais informações em algumas delas. Em seguida, revisei alguns trabalhos feitos por Rishabh Gupta, meu estudante durante o GSoC 2017. Ele portou o backend de Lua e R para QProcess, que estarão disponíveis logo mais.

Após isso trabalhei no port do backend de Python 3 para usar a API Python/C. Esse é um trabalho em andamento e espero finalizá-lo para lançamento com a versão 18.04.

E claro, além desse monte de trabalho nos divertimos com cervejas e comidas alemãs (e alguma comida americana, chinesa, árabe, e italiana também). Algo legal foi ter completado meus 31 anos no primeiro dia do sprint, portanto obrigado KDE por ter vindo à minha festa repleta de código-fonte, boas cervejas e pratos de comida com carne de porco. 🙂

Finalizando, é sempre um prazer encontrar outros  gearheads como os amigos espanhóis Albert e Aleix, o único outro usuário Mageia que já encontrei pessoalmente em minha vida Timothée, meu aluno do GSoC Rishabh, meu camarada Sandro, e os novos amigos Sanjiban e David.

Obrigado KDE e.V por fornecer os recursos necessários para que o sprint acontecesse e valeu Endocode por sediar o evento.


Anunciada a Season of KDE 2018

frederico

O KDE Student Programs tem o prazer de anunciar a 2018 Season of KDE para todas as pessoas que queiram participar na mentoria de projetos que melhorem a KDE de alguma maneira.

Todo ano, desde 2013, o KDE Student Programs realiza a Season of KDE como um programa similar, mas não exatamente igual, ao Google Summer of Code, oferecendo uma oportunidade para qualquer um (e não somente estudantes) participar em projetos que beneficiem o ecossisstema da KDE, tanto na produção de código quanto em outras áreas. Nos últimos anos, participantes da SoK contribuiram não somente com novos recursos de aplicações, mas também desenvolvendo o KDE Continuous Integration System, relatórios de estatísticas para desenvolvedores, um framework web, portagem de aplicações KDE, produção de documentação e muitos outros tipos de trabalho.

Para a SoK deste ano nós estamos agitando um pouco as coisas e efetuando uma série de mudanças na programação.

Cronograma

A 2018 Season of KDE terá opções de cronogramas mais flexíveis para os participantes. Agora as pessoas terão a oportunidade de escolher entre um projeto de curta duração, com um período de trabalho de 40 dias, ou o projeto usual, com um período de 80 dias.

O cronograma atual é:

1º a 26 de dezembro de 2017: Período de inscrição de participantes e mentores
30 de dezembro de 2017: Anúncio dos projetos
1º de janeiro de 2018, 00:00 UTC: Início oficial do período de trabalho da SoK
9 de fevereiro de 2018, 23:59 UTC: Fim do período de trabalho dos projetos de 40 dias
21 de março de 2018, 23:59 UTC: Fim do período de trabalho dos projetos de 80 dias
25 de março de 2018: Anúncio dos resultados
31 de março de 2018: Emissão e envio dos certificados
Início do terceiro trimestre de 2018: Envio de material promocional pelo correio

Equipes

Pela primeira vez estamos aceitando inscrições de equipes de até duas pessoas participando em um mesmo projeto. Equipes só podem participar de projetos completos, de 80 dias. Os projetos curtos, de 40 dias, estão abertos somente a participações individuais.

Projetos inter-organizacionais

Você quer ver software KDE funcionando bem em outros sistemas operacionais? Quer aplicações KDE integrando-se melhor com outros ambientes desktop? Que tal ver outros tipos de aplicações integrando-se melhor com KDE?

Na 2018 Season of KDE, estamos particularmente interessados em trabalhos que possam ajudar a integrar KDE com outros projetos de software livre. Damos as boas-vindas a mentores de outros projetos que gostariam de ajudar nossos participantes em seus esforços, bem como encorajar inscrições de participantes que gostariam de trabalhar em projetos desse tipo. Os participantes deverão ter um conhecimento razoável tanto de KDE quanto dos projetos da organização parceira, bem como algum tipo de contato com a essa organização, que possa oferecer suporte ao longo da duração do projeto.

Caso você faça parte de outro projeto FOSS, tenha uma ideia de algo passível de ser executável por participantes da SoK e gostaria de participar como mentor dessas pessoas, por favor entre em contato diretamente conosco.

O Grande Prêmio

A 2018 Season of KDE aceitará, no máximo, 6 projetos. Nós classificaremos cada projeto baseado em um critério objetivo e, após a execução dos projetos, aquele com o maior escore vencerá o SoK desse ano.

Os participantes do projeto vencedor terão uma chance de participar da Akademy 2018, a conferência mundial anual da KDE, que acontecerá em Vienna, de 11 a 17 de agosto de 2018. Todas as despesas de viagem e hospedagem serão pagas pela KDE. Na Akademy você terá a oportunidade de encontrar pessoas que garantem a existência da KDE, de todas as partes do mundo, poderá apresentar seu projeto a elas, juntar-se a algumas das mentes mais brilhantes do mundo do software livre e aproveitar um dos centros históricos europeus de música e cultura.

Dando a partida

Aconselhamos os participantes em potencial a entrarem em contato conosco mesmo antes do início do período de inscrições, para a discussão de possíveis projetos. Você pode nos contactar pelo canal #kde-soc no IRC, pela nossa lista de discussões ou diretamente com o(a) mantenedor(a) (ou a equipe) da aplicação com a qual você deseja trabalhar.

Caso esteja procurando por ideias de projetos, você pode encontrar algumas em nossa página de ideias do Google Summer of Code 2018. Solicitamos aos mentores em potencial que adicionem mais ideias nesta página. Assim teremos um repositório central de ideias de projetos que possam ser usadas tanto para o 2018 Season of KDE quanto para o GSoC 2018.

Participantes e mentores podem se inscrever aqui assim que as inscrições estiverem abertas.

 


Anunciada a Season of KDE 2018

aracnus

Que tal colaborar com a comunidade KDE e ainda concorrer a passagens e estadia para o Akademy 2018, que vai acontecer lá em Viena?

Pois é, já saiu o anúncio para a Season of KDE de 2018 e tem umas novidades interessantes esse ano, entre elas a possibilidade de projetos de integração aplicações KDE em outros ambientes desktop e vice-versa.

Maiores informações na publicação disponível no sítio da comunidade KDE-Brasil.

Anunciada a Season of KDE 2018 | KDE Brasil

O KDE Student Programs tem o prazer de anunciar a 2018 Season of KDE para todas as pessoas que queiram participar na mentoria de projetos que melhorem a KDE de alguma maneira.
Todo ano, desde 2013, o KDE Student Programs realiza a Season of KDE como um programa similar, mas não exatamente igual, ao Google Summer of…


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